quarta-feira, 15 de julho de 2009

A saudade é meu cotidiano.

Sinto saudades de tudo, tudo que passou, como as coisas eram antes.
Saudades de quando eu chorava por meu pai não deixar eu brincar na rua, e não por eu ter sido magoada pelo homem que eu amo. Saudades de quando eu chegava da escola, e ia ver desenho na TV, das novelas mexicanas e os filmes que eu via pela tarde, e matemática era a coisa mais divertida do mundo.. Ao invés de mergulhar nessa modinha estupida de internet, que me machuca, me confunde e me atrapalha! Saudades de quando nada disso importava, eu só queria escrever cartinhas para os meus pais, ao invés de tentar gritar inútilmente para quem nem se importa: EU TE AMO! Saudades de quando eu achava que todo mundo era bonzinho, e vivia num mundo fantástico da Lay, ao invés de me dar conta, que de fato, não se pode confiar em ninguém, e não existe principes encantados.
E na verdade, eu sei. Sei que quando eu virar mulher e deixar de ser uma garotinha "frágil", eu vou continuar sentindo saudades... Saudades de quando eu chorava por ter levado um fora do carinha que eu gostava, e não por meu filho (a) estar doente, ou pelo excesso de contas à pagar. Vou sentir saudades de quando eu não tinha que trabalhar, ou cuidar da casa, e ficava o dia inteiro jogando conversa fora, e até riria dessa modinha de internet e das coisas que as pessoas expõem aqui. Vou sentir saudades de quando eu não tinha nada de verdade pra me preocupar, de quando eu não tinha que sustentar um casamento e criar filhos com decência num mundo tão banal, e nem se quer sabia a diferença entre amor, paixão e atração.
Eu sei que sempre existirá motivos pra chorar, sempre existirá saudades, seja do que for. Como também sei, que sempre... sempre haverá motivos pra sorrir, e agradecer a Deus por nossa existencia, sempre haverá amor. Mesmo que alguns passem, logo, outros virão. Sorrir, é a maior arte!


(Layane Bandeira)